Happy birthday to me

28/02/2009

pergunta-2
I would like to know what is at the center of your world.

resposta1
Hm, well, I’m 22. I guess I would say me.

reacao
I suppose you are honest.


Dançando no Escuro

26/02/2009
“Dancer in the Dark” (2000, DIN/ALE/HOL/ITA/EUA/RUN/FRA/SUE/FIN/ISL/NOR) de Lars Von Trier

“Dancer in the Dark” (2000, DIN/ALE/HOL/ITA/EUA/RUN/FRA/SUE/FIN/ISL/NOR) de Lars Von Trier

Não gostei de Dançando no Escuro quando vi pela primeira vez. Hoje, revendo, me encantou, de certa forma a forma como Lars Von Trier incorpora o mundo dos musicais em sua visão trágica e sem esperanças do mundo (com uma pitada de ódio aos EUA, é claro). Se nada nos vale a pena, e as pessoas só nos decepcionam, o melhor é recorrer ao mundo da fantasia e cantar uma canção.

Björk está formidável, assim como Catherine Deneuve. Dá pra acreditar que ela foi levada ao extremo por esse filme, razão por qual prometeu nunca mais atuar. Von Trier dizia que todos os dias durante as filmagens, Björk dizia “Sr. Von Trier, eu te desprezo”, e cuspia nele. Essa relação de amor e ódio, porém criou uma grande atuação que é a espinha dorsal do filme, fazendo ele ficar longe do simples água-com-açúcar. Mas em alguns pontos, não dá pra agüentar o filme, de tanto que mostra como na vida só acontecem coisas ruins e vivemos apenas de sofrimento.
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Adaptação

25/02/2009

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Um amigo me disse, há alguns anos atrás, que Adaptação, tinha o melhor roteiro adaptado da história do cinema. Por mais que eu adore tais declarações, achava terrivelmente precipitado. Revi o filme ontem a noite, e por mais que obviamente existem melhores adaptações, consigo enxergar claramente o porque dele ter feito essa declaração.

 

É certamente o melhor roteiro de Kauffman. Por mais que ele tome crédito pela grandeza de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, o principal responsável por toda a beleza do filme é seu diretor, Michael Gondry. Aqui não, por mais que Jonze esteja irretocável, (quase) todo o mérito é de Kauffman, que põe todos os clichês do cinema de lado e realiza algo extremamente original. Pelo menos nos dois primeiros atos.

 

Neles, o que se vê é um filme que se reinventa a cada instante. Originalmente, seria uma adaptação do livro “O ladrão de orquídeas”, da jornalista Susan Orlean, baseado em John Laroche, um caçador de orquídeas, que sabe tudo sobre flores, mas vai mudando de tempos e tempos de paixões.

 

Mas, Kauffman simplesmente não sabia o que escrever, ou como, e decidiu canalizar essas dúvidas na adaptação. Assim, Kauffman ainda fala das flores, o objetivo inicial, mas consegue ainda mais, falar sobre o sofrimento de alguém tentando criar algo, mas não conseguindo transpor para o papel suas idéias.

 

Kauffman se cria como personagem, e quase como pra emular uma dupla personalidade, põe nas telas também um irmão gêmeo, Donald, que é o exato oposto de Charlie, em quase tudo, desde criação cinematográfica até a vida social, passando pelo jeito com que os irmãos se relacionam.

 

Nicolas Cage é brilhante em criar dois tipos antagônicos, que acabam se encontrando no final. Chris Cooper e Meryl Streep conseguem criar dois tipos perfeitos a partir de personagens reais, mas nunca se tornam caricaturas. Os dois tem momentos geniais, e apesar de ser óbvio que o coração do filme se encontra sempre com Nicolas Cage, Streep e Cooper não deixam o ritmo cair, construindo uma química perfeita, que ajuda a fazer o filme mais interessante ainda.

 

No começo do texto, eu atentei ao fato dos clichês terem ficado fora do filme até o segundo ato. É que no terceiro, claramente por uma brincadeira esperta de Kauffman e Jonze, tudo o que o filme se mostra combater aparece, em algumas vezes por formas beirando o forçado. Mas na cena final, o bom senso volta, e a dupla deixa claro, que tudo não passa de um filme. Não precisamos de um momento ao estilo Jodorowski, mas com o protagonista resolvendo como encerrar seu filme, vemos que toda essa artimanha maluca, que entra numa espiral aparentemente sem saída no final, era simplesmente um método de construção do filme.

 

O filme se firma como uma aula sobre conseguir escrever um roteiro, partindo da premissa que justamente não existe uma forma pré-concebida, mas deve haver coerência, acima de tudo. Em uma cena, é dito que o especialista de roteiros Robert McKee (também um personagem real, na espécie de Syd Field) afirmou que o último gênero criado era o mockumentary. Não sei se poderia ir ao extremo de afirmar que Kauffman criou num novo gênero, mas que criou um novo estilo de fazer filmes, isso sim.

 

 

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Adaptation. ( 2002, EUA), de Spike Jonze.

Com Nicolas Cage, Meryl Streep, Chris Cooper, Tilda Swinton, Cara Seymour, Brian Cox, Ron Livingston, Maggie Gylenhall, Judy Greer.


Oscar 2009

25/02/2009
Se houve um ano que deveria ter empate na categoria de melhor atriz, era esse.

Se houve um ano que deveria ter empate na categoria de melhor atriz, era esse.

 

Alguns comentários rápidos e singelos sobre a última edição do Oscar

 

– Foi a melhor festa em muito, mas muito tempo. Tudo deu certo, até mesmo o que parecia que daria errado, como o número inicial, brincando com a recessão. O clima meio low key da festa foi essencial, também. Talvez tenha sido muito rápido, sim, sem muito tempo para respirar de um prêmio para outro. Mas tudo bem, nenhum problema muito grave isso.

– Genial a idéia de ter vencedores dos anos anteriores apresentando os indicados na categoria de animação. Deu uma vitalidade impressionante a premiação. E claro, os clipes eram bacanas, mas numa era do youtube, em que todos podemos ver (quase) todas as cenas que quisermos, melhor deste jeito.

– Os clipes apresentando os filmes de 2008 foram uma interessante idéia de aproximar o público da cerimônia, botando clipes de filmes que nunca seriam considerados pela Academia (“Crepúsculo”, “High School Musical 3”), além de cenas dos “melhores” filmes do ano, substituindo de certa forma os clipes.

– Seth Rogen e James Franco estavam ótimos, no clipe dirigido por Judd Aptow. Baz Luhrmann também fez seu trabalho direitinho, nos números musicais. Ben Stiller imitando Joaquim Phoenix foi sensacional. Melhor ainda, porém, foi Steve Martin e Tina Fey, dois dos grandes comediantes americanos.

– Na questão dos prêmios, um grande “bahhh” pra vitória esmagadora de “Quem quer ser milionário?” né? Eu até entendo ganhar filme, é bacaninha, e estava escrito, ok, mas levar 8 prêmios, por qualquer coisa que aparecia na frente? Ah, ai não né?

– As categorias de atuação foram maravilhosas, porém. Sean Penn, o melhor dos 5, mereceu, e deu um ótimo discurso, politicamente correto, sem deixar de ser Sean. Meryl Streep merecia mais, tanto por mérito, quanto por anos de espera (São 26 pra La Streep e 13 para Kate), mas a vitória de Kate está longe de ser uma má escolha. Não se enganem, Heath Ledger, ganhou principalmente por ter morrido, mas não deixa de ser um prêmio merecido. Toda a categoria (com exceção de Michael Shannon) estava muito forte, assim como a de atriz coadjuvante, que meio como numa loteria acabou indo para Penelope Cruz, coroando mais um trabalho de uma atriz de Woody Allen.

Para encerrar, duas curiosidades sobre a entrega de melhor atriz: Três das cinco escolhidas (Nicole Kidman, Sophia Loren e Marion Cotilard) estão entre as estrelas do recheado elenco de “Nine”, novo musical de Rob Marshall inspirado em Fellini Oito e Meio (e que eu acho que vai ser a bomba do ano). Será coincidência? E Nicole era a atriz que quase ficou com o papel de Hannah Schmidt, oscarizado pela Kate, entrando no filme quando La Kate, num jogo de passa-e-repassa, disse não para fazer “Foi apenas um Sonho”, e tendo que abandonar pela gravidez. O que ela estava pensando ali, hein?

 

 

 

 


Recomeço

25/02/2009

Dando uma respirada, em novos ares.