Encontros e Desencontros

29/06/2009

Encontros e Desencontros

Há exatos 11 meses eu revia Encontros e Desencontros. Não tinha visto o filme desde o lançamento em 2004, mas era essencial para aquilo por qual estava passando. E isso é o mais incrível do cinema, pois mais importante do que o próprio filme é a sensação da qual ela transmite, fazendo com que a cada revisão, possamos ter uma visão completamente diferente da obra. Todas as artes, teoricamente, fazem isso, mas o cinema possui um diferencial específico por seu meio de transmissão, já que ao contrário de um livro, realiza muito rapidamente tal ato, e ao oposto de música, pintura ou fotografia, o cinema propõe uma imersão muito maior, já que não temos contato repetitivo com ele, como acontece com as outras artes citadas. Ver um filme é ainda, um momento único e especial.

E rever na madrugada desde domingo, foi um momento único e especial, uma atitude perfeita. Acho que pela primeira vez, realmente consegui captar com todas as nuances, a beleza deste filme, e seu grande significado, mesmo que talvez me desminta na próxima revisão. Mas o que ainda é mais estranho é que este significado, mesmo que talvez seja sei lá, o que a Sofia pretendeu, é ainda assim bastante particular. Todos podem ter visões diferentes.

Desde o primeiro instante do filme, a sensação de tédio é transmitida por todos os poros do filme. Iniciamos com planos de Charlotte (Scarlet Johansson) deitada, e em seguida, Bob (Bill Murray), cochilando num táxi, indo para o hotel. Ninguém exatamente dormindo, todos conscientes do seu redor, mas em um estado que não se altera muito. Essa sensação permeia o longa inteiro, auxiliados por uma câmera discreta de Lance Accord e a edição brilhante e igualmente suave de Sarah Flack.

Os protagonistas estão perdidos na tradução, o maior simbolismo possível para o mundo contemporâneo e o grande desafio e a grande força deste cinema atual. Não é a toa que o filme se passa no Japão, talvez o mais que antes da “nova revolução chinesa” era o país que mais sofria com a repentina mudança de culturas. Não é a toa, que a grande geração cinematográfica da atualidade esteja na Ásia.

Scarlet Johansson

“Let’s never come here again because it will never be as much fun. “

O relacionamento entre Bob e Charlotte não poderia funcionar, a não ser naquele instante. Isto é o que diferencia eles entre os seus respectivos casamentos. Bob e Lydia, com 25 anos de casamento, já estão na fase das crianças, de se preocupar mais com a estabilidade. Já Charlotte e John, no início do matrimônio, ainda estão se curtindo, mas sem uma intensidade de uma paixão que talvez existiu no começo. São estes relacionamentos, que funcionam a longo prazo, enquanto os que marcam e alteram nossas vidas existencialmente são passageiros.

Nesta insônia permanente, em que eles vivem, entre o estar acordado e estar dormindo, estar em contato com os outros, seja os cônjuges, ou amigos e pessoas que cruzam o caminho, e estar isolados em si mesmos, acabam meio que sem querer descobrindo uma válvula de escape, mesmo que ela só pode sobreviver futuramente em suas mentes, em seus desejos, aspirações e devaneios, aí outra relação com os planos iniciais. E nesse aspecto as cenas de Charlotte tentando descobrir sua “identidade” são as mais belas, seja ouvindo música no fone de ouvido ao trem, escutando uma fita de auto-ajuda no hotel ou tentando se conectar com a espiritualidade japonesa estão entre as mais belas do cinema.

O diálogo final é apenas um último suspiro naquela relação. Finalmente eles se beijam, mas é apenas a conseqüência e materialização física de toda aquela intimidade que eles já criaram. Talvez tenham encontrado suas respectivas almas-gêmeas, mesmo que por um breve instante. Cinco anos depois, cinco meses ou cinco semanas depois seriam pessoas completamente diferentes, com outros problemas e outros anseios. Outras inquietações. Mas naquele instante, naquele hotel em Tóquio, perdidos no mundo, eles se encontraram, e puderam seguir em frente. O amor talvez seja isso, algo passageiro, algo fugaz, mas que consegue ao seu término e com sua lembrança nos fazer percorrer o caminho maior da vida.

Os atores conseguem transmitir uma verdade incrível nos personagens. Murray, com seu tom mais sombrio e de quem já está passando por crises de meia-idade, traz um olhar ao mesmo tempo sinistro e sarcástico por todos estes problemas, e que encontra em Charlotte alguém que passa pelas mesmas aflições e consegue em uma cena lindamente filmada na cama, dar alguns conselhos a ela. Já Johansson explora este sentimento de descoberta, seja passeando pela cidade, em monumentos japoneses, que no fundo já não dizem mais nada para ela, como ela conta para uma amiga no telefone. A falta de sentimentos que estão ligados a um antigo mundo, acabam trazendo mais aflição e desespero para ela, que vê na personagem de Murray uma forma de tentar compreender melhor estes sentimentos.

Em nenhum momento eles se aproximam de fato de uma relação sexual, percebendo mesmo que inconscientemente e contra suas vontades talvez, de que isso só pioraria toda a situação. Eles conseguem uma relação de alma praticamente, que só ameaça se romper, quando tamanha perfeição está em risco, seja quando Bob transa com uma outra mulher qualquer ou quando enfim ele tem que partir. Mas de qualquer maneira, dos dois seguem suas vidas, continuam em seus caminhos anteriormente traçados, e a metáfora da cena final, se torna perfeita, quando Bob a caminho do aeroporto encontra Charlotte na rua, e transmite algo secreto para ela em seu ouvido, antes dos dois voltarem para seus destinos anteriores. O filme todo em uma cena. O que se passou ali, seja no último diálogo, ou durante o filme todo, não importa quantas análises de som ou de crítica sejam feitas, só eles saberão.

Encontros e Desencontros
Lost in Translation
2005, EUA / Japão.
De Sofia Coppola.
Com Bill Murray, Scarlet Johansson, Giovanni Ribsi, Anna Faris, Fumihiro Hayashi, Akiko Takeshita, Catherine Lambert.

6 estrelas

Encontros e Desencontros 2

I could feel at the time
There was no way of knowing
Fallen leaves in the night
Who can say where they´re blowing
As free as the wind
Hopefully learning
Why the sea on the tide
Has no way of turning

More than this you know there’s nothing
More than this tell me one thing
More than this ooh there is nothing

It was fun for a while
There was no way of knowing
Like a dream in the night
Who can say where we’re going
No care in the world
Maybe I’m learning
Why the sea on the tide
Has no way of turning

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APENAS O FIM

27/06/2009

apenas o fim

Num ano até agora fraco para o cinema brasilero, não teve nenhuma estréia que mexeu mais com o ambiente cinematográfico quanto Apenas o Fim. Um longa universitário, mas que ao contrário do predecessor da UFF em 2007, Conceição – Autor Bom é Autor Morto, conseguiu boa distribuição e repercussão entre o público.

Em parte porque propositalmente o filme de Matheus quis se direcionar a uma geração jovem atual que ainda freqüenta o circuito de cinemas cariocas. Com esse direcionismo tão atuante, cria-se o grande problema do filme, que é uma necessidade tão latente de se fazer ser entendido por esse público a cada instante. Se uma cena não possui ao menos três referências, seja visuais ou em diálogos, ela não importa.

Assim, boa parte da crítica estava errada tanto em chamar o filme de “um retrato da nova geração” ou indicá-lo como um farol de um “novo cinema”. O filme não tem nada de moderno em sua estrutura, é algo que simplesmente se aproveita de novas referências para parecer atual. Não se cria um retrato de uma nova geração – até porque teríamos que nos referir a ela como uma subgeração, já que só uma parcela específica dos jovens é assim – e sim um almanaque destas pessoas que cresceram na virada do século, e com uma boa bagagem cinematográfica e com acesso aos meios de consumo.

A grande força do filme, porém, reside no fato de que ele é consciente de que tudo isso não passa apenas de um artifício narrativo. Ele em nenhum momento pretende ser tudo isso que lhe pintaram, apenas mostrar os dilemas desta geração, mas sem ser exatamente um produto dela. Os personagens são inverossímeis, em certa maneira, pois são apenas símbolos desta época e deste contexto. Dizer que o filme é autobiográfico é óbvio, mais interessante ainda seria o fato de que muito provavelmente as duas personagens principais são duas faces de uma mesma moeda, ou melhor de um mesmo diretor/roteirista ou da mesma pessoa que se encaixa naquele esquema apresentado.

O filme fala sobre como construímos nosso passado e não nosso futuro. Chegamos agora no final da primeira década, cheio de referências, experiências e entulhos emocionais, afetivos e decorativos, mas que nada adiantam mais. Na primeira dúvida, na primeira encruzilhada, nada mais vale. Tudo se perdeu e a geração apresentada pelo filme, se sente assim, saindo da faculdade, indo finalmente pra vida adulta sem perspectivas ou sem saber de fato como lidar com o mundo.

O final Felliniano e a interferência da metalinguagem só vem pra deixar isso muito mais claro, mesmo que automaticamente isto o deixe mais palatável e bobo. A cena depois dos créditos indica isso, como podemos alterar nossas falhas na vida real em sucesso (em diferentes estilos) no campo artístico. E é exatamente isso que Matheus tenta e consegue.

Mas claro que só aqueles que cresceram na mesma época, viram os mesmos programas de TV, e assistiram a uma penca de filmes cults (sendo que a filmografia de Wong Kar Wai é essencial) podem compreender bem o filme e suas centenas de referências. Porém, uma ou outra não tem como deixar de pegar.

Apenas o Fim

2008, Brasil.

Dirigido por Matheus Souza.

Com Gregório Duvivier, Erika Mader, Marcelo Adnet, Nathália Dill, Anna Sophia Folch, Álamo Facó, Júlia Gorman.

stars4.1


A TURBA

13/06/2009

The crowd

O cinema de gêneros, é por vezes engraçado. Geralmente indica qual a linha geral da história e não, como o diretor propõe exibir, ou em como o resultado final se mostra ao público. Muitos suspenses, por exemplo, viram comédia, de tão inverossímeis que são. E também muitos dramas se comportam como um verdadeiro filme de terror de acordo com tamanha carga psicológica que carregam. É mais ou menos assim, que A Turba se comporta.

Para explicar um pouco isso, serei obrigado a revelar o final (melhor plano da história do cinema?), mas só um pouco adiante. O filme, se inicia já na virada do século, em 4 de julho de 1900. Enquanto os americanos comemoram o dia da independência, a casa dos Sims se agita com o nascimento do primogênito, John. Está tudo ali: O novo século fará surgir novas pessoas, que crescerão em um mundo que, mesmo não completamente diferenciado daquele que existia no século XIX, seria um complemento de toda a revolução industrial que o mundo assistia, na qual um dos maiores expoentes talvez seja o cinema.

Protagonistas

Não é de se admirar que o Sr. Sims, repita a toda hora: “Meu filho será um homem importante”, “as pessoas falarão deste menino”. Em uma roda de amigos, já aos 12 anos, enquanto as crianças tem noções do que querem ser (“pregador”, “vaqueiro”, etc), John somente responde que seu pai o diz que será alguém importante. Claro que a maioria daquelas crianças não seguirão seus sonhos e fantasias, mas ao menos tem um rumo para seguir. Já John segue um caminho que será muito trilhado pelas crianças do século XX e XXI: Quero ser alguém conhecido, famoso, importante, não importa como. O objetivo é o resultado de todo o trabalho, não o trabalho em si. Não é surpresa, portanto que ele não conseguirá encontrar algo que goste de fazer.

Em 1921, vai para Nova York, e quando o falam que lá é uma cidade grande, que o engole, ele não se mostra amedrontado, e sai falando que está apenas esperando a sua oportunidade surgir para mostrar trabalho. De certa maneira, ele perto do fim, vivencia que esta é uma das frases mais ilusórias existentes, já que para que a oportunidade apareça, ele precisa em primeiro lugar mostrar trabalho. Se aprende esta lição ou apenas entra na máquina da sociedade, é outra história.

A Turba, James Murray, Eleanor Boardman

O tempo passa, e em uma tomada espetacular, a câmera exibe uma miniatura de um arranha-céu, e vai subindo em uma tilt para um dos andares mais altos do prédio e “entra” por sua janela, uma entre centenas de janelas, e estamos diante de um escritório gigante, com centenas de funcionários cada um em sua mesa, trabalhando, como peças de uma grande máquina (primeira imagem do post). Lá está John Sims, apenas um rosto e um número em meio a multidão. Ele também estuda a noite, mas é convencido a sair um dia com um amigo, e lá conhece a garota de seus sonhos, Mary. Juntos,passeiam por Nova York, e em um momento de lucidez, ambos percebem que são apenas parte de uma engrenagem gigante, que é a metrópole. Mas eles (e especialmente John) se acham superiores, têm certeza de que irão escapar daquele labirinto na qual a cidade os prende.

Obviamente, nada segue o planejado. Eles brigam, vivem num apartamento minúsculo, seguem o ritmo que a vida os proporciona. John segue sem promoção e ainda passa a ter dois filhos para criar. A vidinha continua, enquanto John continua atrás de sua grande oportunidade, que parece surgir ao criar o slogan de uma empresa, e um prêmio de 500 dólares. Mas isso acaba trazendo uma grande tragédia, a morte de sua filha, causando uma depressão ainda maior, com a qual ele não consegue mais seguir em frente na vida. Todos os sonhos se perderam ali; ele decide sair do emprego, mas não pára em nenhum, e com isso, sua esposa acaba se decidindo por ir embora. Mas ele consegue um emprego, fazendo malabarismo para chamar a atenção de um anúncio (como o mesmo cara que eles riram durante o passeio pela cidade), e o amor que ela sente por ele a faz permanecer ao seu lado.

A Turba

Alguns planos são muito marcantes, com um estilo que se aproxima muito do expressionista: A cena em que o menino sobe a escada e descobre que seu pai morreu; ele na sala de espera do médico e todos planos envolvendo o grande escritório que o oprime em um trabalho muito bizarro, de botar números praticamente aleatórios numa ficha.

As sequências externas, em sua maioria filmadas na cidade de Nova York, são impressionantes pelo tom realista, auxiliadas por terem sido feitas com câmeras escondidas. Em uma, inclusive um policial ordena que a equipe de filmagens, saia do local, e a cena foi incorporada. Duas cenas em especial, são magníficas: Quando eles voltam num metrô abarrotado, já mostrando que essa vida cotidiana da metrópole que associamos a atualidade, já existia 90 anos atrás; e quando ele sai pela cidade, tentando fazer com que ninguém faça barulho, já que sua filha está no leito de morte, lutando por sua vida.

A Turba

Mas a metrópole esmaga, realmente. O policial, diz, “a cidade não pode parar porque sua filha está doente”. Como ele chega a conclusão, “a multidão sempre ri com você, mas só chora por você um dia”. Assim como é triste que ninguém se preocupe realmente com a situação deste jovem pai desesperado, em nenhum momento de sua pequena tragédia pessoal (vida), ele também pára e percebe nas outras pessoas, que também vivem problemas igualmente massacrantes. Assim é a vida na metrópole, e assim que ela deve seguir.

O filme termina com o casal e seu filho, indo assistir a uma comédia no teatro. Parece ser o típico final feliz: Depois de tanta tragédia e tristeza, a família finalmente pode viver feliz para sempre. Mas Vidor é inteligente, e consegue tratar tudo aquilo como uma forma de escape. No plano final mais genial da história do cinema, após mostrar a família em plano conjunto rindo e se divertindo, ele produz um grande zoom out, e vemos que toda a platéia também está se divertindo bastante com o espetáculo. A multidão, ou a turba, está ali, e todas as pessoas, muito provavelmente passaram pelos mesmos problemas do protagonista. O riso é um escape para todos, mas a tragédia da vida real os espera lá fora.

A Turba, cena final

E mais impactante do que perceber que todos ali na cena levam esta vida miserável, é notar que o teatro nada mais é do que um paralelismo com a sala de cinema em que os espectadores fazem parte de toda aquela farsa. Só que obviamente eles não estarão rindo, e sairão do cinema mais depressivos do que antes. Porém, encontrando ali uma amostra da vida real, em que podem se identificar com os personagens. O final pode até parecer feliz, mas não é nada mais do que trágico, pois mostra um mundo sem esperança. Mesmo que não tenha problema em dar um pause na vida e se distrair um pouco.

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A Turba
The Crowd
1928, EUA
Dirigido por King Vidor.
Com James Murray, Eleanor Boardman, Bert Roach, Estelle Clark, Daniel G. Tomlinson, Dell Henderson, Lucy Beaumont, Freddie Burke Frederick, Alice Mildred Puter.

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O filme não tem em DVD nem nos EUA. É torcer por passar na TV, ou procurar na internet. A cena mais clássica está aí embaixo, a chegada em NY, a cidade das multidões.


Memories…

05/06/2009

Porque a gente as vezes tem essas lembranças que vem do nada né? agora me lembrei da música “Confortably Numb” do Pink Floyd (que aí abaixo, mas no filme “The Wall”) e me veio imediatamente a mente a versão que toca em Os Infiltrados e claro que me lembrei de tudo no filme, em como vi o filme.

Aonde eu vi é fundamental – Cine Palácio, o mais lindo do Rio (pelo menos desde que eu me mudei em 2006), e que fechou inescrupulosamente ano passado. Tá sendo editado um filme justamente sobre o último dia do cinema, dirigido pelo camarada Bruno Forain e feito com um bando de maluco da UFF e sobre as memóras, mas claro que para ele funcionar tem que ser mais amplo. Mas fico pensando, se fosse uma ficção, ccom um personagem e tudo, seria brega mas seria lindo ver os filmes que marcaram a vida dele ali naquele cinema.

Lá, eu vi cópias restauradas de O Homem do Sputnik e O Poderoso Chefão (lindíssima, da coleção privada do Coppola, tanto que foi exibida rolo a rolo), a primeira vez que vi meu filme do coração, Não Estou Lá numa cabine do festival do Rio 2007… e tantos outros filmes…e enfim era lindo lá.

Depois da sessão de Os Infiltrados, em outubro de 2006 quando tinha acabado de sair da casa da minha tia e ido morar sozinho, ainda tive que sair procurando uma lan house aberta pra enviar meus votos do ranking de festivais de 2006. Sinceramente, não lembro se achei ou se votei no dia seguinte e o Chico deixou mas não importa. E eu vi com o Calac, o Marvin da Liga, o filme. Nem lembro de tanta coisa do filme (só que eu fui o único no jornal pra qual escrevia que curti o Whalberg e jurava q o Tio Jack ia levar o Oscar), mas o que ficam são memórias interligadas.

Tou tendo muitas delas ultimamente.

(Ah e semana que vem quero voltar a postar sobre filmes que andei vendo nos cinemas mês passado!)